No terceiro ano consecutivo de trabalho com extensão na Ilha do Bororé passamos a integrar a equipe de coordenação do projeto “memorial aberto do Bororé” desenvolvido coletivamente pelo GeMAP, Casa Ecoativa e E.E. Prof. Adrião Bernardes, tendo nesta última, na condição de ponte com os adolescentes locais, o epicentro das atividades.
O projeto abrigava amplamente as expectativas dos três grupos e, para nós da USP, demonstrou as potencialidades do trabalho de extensão em longo prazo, com estreitamento dos laços e criação de forma colaborativa. Nas reuniões e trocas de saberes nos ficou claro que o projeto de “mapografias” havia se territorializado, portanto decodificado e transformado em outra coisa, de escala muito maior.
Não íamos mais ao Bororé, estávamos lá com um trabalho permanente e, nessa condição, nos juntamos ao grupo de trabalho para a produção do conteúdo e forma para o “Memorial do Bororé”.
No ano anterior, com o projeto Contracartografia do Bororé: memória e território, realizamos com os parceiros a proposta do Memorial e realizamos oficnas de formação em pesquisa para os estudantes do Adrião, bem como, reuniões com os parceiros o que seria o Memorial. Definimos grupos de trabalho em quatro frentes: geografia, história, gente locale cultura, as oficinas e encontros foram focadas nas estratégias para pesquisar e coletar o material para cada uma delas e disponibilizá-la para todos, os moradores da Ilha e do mundo todo.
No atual trabalho equipes de estudantes formados na escola se dividiram e sob orientação de grupos mistos – USP, Adrião e Ecoativa – saíram a campo para coleta de material para organizar conteúdos para o Memorial. A construção de mapas pelos jovens do território foi o instrumento para cruzar os conteúdos do site com o território. Desenvolvemos uma série de atividades coletivas em duas frentes: entrevistas com moradores mais antigos da Ilha; e oficinas de mapeamento com tudo o que havia no território, produtores agrícolas, demarcação de pontos históricos e turísticos, lugares para a pesca, trilhas para caminhadas e passeios de bicicletas…
No entanto, fomos pegos pela pandemia e pelo necessário distanciamento social. O trabalho foi prejudicado, mas não interrompido, muitas das atividades foram realizadas on-line. Antes da escola fechar e nós da USP não podermos mais ir para o Bororé, conseguimos realizar algumas entrevistas com moradores, uma série de três. Todas foram pré roteirizadas coletivamente e conduzidas na gravação por jovens do Adrião, sendo duas realizadas na própria escola e uma terceira na Casa Ecoativa.
Entre março e julho entramos em regime de trabalho à distância mediado por plataformas digitais. O projeto não parou, ao contrário, por estar em ebulição, fomos impelidos a prosseguir. Nos encontros on-line ficou definido que faríamos um website com esta finalidade e daríamos sequência aos mapeamentos quando retornássemos ao território. Os próprios estudantes do Adrião deram o nome ao site: BORORÉ AO MUNDO.
Também, por via digital, organizamos quatro debates com os principais tópicos do projeto, as populares “lives”, com convidados do Brasil todo com reconhecida atuação em cada um deles: Territorializar o currículo; Sevirologia; Territórios Educativos; e Memorial aberto.
Na primeira “live” lançamos o site Bororé ao Mundo no dia 9 de junho de 2020. Em 22 de julho realizamos um FAU-Encontros pelo canal do Youtube para apresentar à comunidade FAU o Bororé ao Mundo. Continuamos trabalhando no modo cyber, mas ansiosos pelos encontros corpo a corpo.
Galeria









2019 – 2020
Ilha do Bororé
Parcerias
Casa Ecoativa
E.E. Adrião Bernardes
Equipe
Coordenação
Prof. Dr. Jorge Bassani
Colaboradores
Analu Garcia Borges
Carolina Mesquita Clasen
Eric Filipe Morais Silva
Heloisa Bento Ribeiro
Mariana Ribeiro Pardo
Pedro Henrique Reis
Bolsistas
Christopher Wendy Belasco de Souza
Jessica de Souza Zampieri
Thiago Vital do Carmo
