Coletivos Portugueses: Entre oportunismos e compromissos de ação política

Jorge Bassani
Ana Elísia da Costa

O cenário cultural e político no final do século XX afirma a atuação dos coletivos nas cidades. São grupos
multidisciplinares, horizontais, autônomos, cujas ações criativas ocupam o espaço urbano. Em Portugal, a
atuação desses coletivos é tardia, em torno de 2013, e imbrica-se com a própria história do pais, impondo
espeficidades, cuja discussão é objetivo do artigo. Parte-se da hipótese que tais coletivos, por imposições
pragmáticas e subordinação institucional, se afastam do fazer artístico sem, contudo, perder uma dimensão
“polis-tica”. Questiona-se, contudo: qual elasticidade e limites desta interface? Recorrendo à pesquisa
bibiográfica, documental e de campo, é analisado o coletivo Rés-do-Chão, um dosmais atuantes em Lisboa,
de cuja praxispode-se depreender lições e exemplificar, sem generalizar, especificidades dos coletivos
lusitanos. Entre a ressignificação de práticas e ampliação do campo de atuação profissional, são sinalizadas
possíveis barreiras e a contínua transformação do que venha ser os próprios coletivos.
PALAVRAS-CHAVE: Coletivos, Ação Política-artística, Intervenções Urbanas, Portugal.
LINHA DE INVESTIGAÇÃO: 3. Dinâmicas urbanas Tópico: Urbanismo insurgente e coletivos urbanos

BASSANI, Jorge ; COSTA, A. E. . COLETIVOS PORTUGUESES Entre oportunismos e compromissos de ação política. In: XII SIIU ? Seminário Internacional de Investigação em Urbanismo, 2020, Lisboa. Seminario Internacional de Investigación en Urbanismo (SIIU). Madrid: UPC, 2020

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