Jorge Bassani
Considerando-se a produção capitalista das cidades brasileiras, que segue a lógica
mercadológica, associada ao Poder Público insuficiente que responde mais às demandas do
mercado que às necessidades dos habitantes, cria-se um cenário de urgência para se repensar
formas diferentes de fazer cidade e fazer política. Nesse contexto, a população tem se
apropriado desses mecanismos e encontrado formas alternativas para lutar por seu espaço,
especialmente em regiões periféricas. Na pluralidade de situações encontradas nas periferias,
observa-se que um elemento em comum é a cultura encarada como ferramenta de transformação
socioespacial. Sob essa perspectiva, coletivos culturais têm ganhado força na discussão sobre
novas formas de produção do espaço. Junto a isso, ocorre a transformação da imagem periférica,
geralmente remetida à altos índices de violência e precariedade. Nesse processo, o mais
importante é que o movimento comece pelos moradores e atores daquele território, resultando
em uma imagem que eles se apropriam, uma vez que se identificam. Para ilustrar a análise, será
abordado o caso da Ilha do Bororé, no extremo sul da cidade de São Paulo.
PALAVRAS-CHAVE: Periferia. Coletivos urbanos. Ilha do Bororé.
BASSANI, Jorge ; MASSIMETTI, F. T. ; RODRIGUES, M. . Cultura e Identidade: A ressignificação do território da Ilha do Bororé. In: III SEMINÁRIO NACIONAL SOBRE URBANIZAÇÃO DE FAVELAS (III URBFAVELAS), 2018, Salvador – Bahia. III SEMINÁRIO NACIONAL SOBRE URBANIZAÇÃO DE FAVELAS, 2018.

