Bororé ao mundo!

A pandemia de COVID tem sido cruel, muita gente morrendo, governo irresponsável e a maioria de nós isolados em casa. Ainda assim somos os privilegiados, pois tem muita gente que não tem casa para se isolar e outro tanto que não pode trabalhar à distância ou simplesmente parar de trabalhar. Apesar dos tempos sombrios, os trabalhos de extensão do GeMAP no Bororé continuam firme e forte.

Passamos a maior parte do ciclo anterior no contexto da pandemia, trabalhando. Antes do isolamento, os estudantes da E.E. Adrião Bernardes conseguiram fazer algumas entrevistas e trabalhos de campo. Com o lockdown em vigência fizemos reuniões de trabalho, entrevistas e até oficinas de mapeamento online. Ao final do ciclo passado definimos que o “Memorial do Bororé” seria inicialmente um website aberto ao público em geral.

Bororé ao mundo foi o nome dado ao site pelos estudantes da Adrião, o quinto ciclo na Ilha do Bororé teve como objetivo de projeto, a construção do site. São cinco anos de extensão universitária nesse território, fora os quase dois anos antes do primeiro projeto. Isso trouxe uma espessura ao trabalho na qual não se distingue mais o que é universidade e o que é comunidade, as duas são bem visíveis e identificáveis como corpos, instituições e habilidades, porém na realização do trabalho passaram a constituir um sujeito único, um coletivo de trabalho.

Assim o Bororé ao Mundo é a maturidade alcançada pelo projeto “Mapografias de São Paulo” na relação com o território e, também, é a continuidade progressiva (quase linear) dos dois últimos anos do trabalho. Da ideia de “memorial do Bororé”, lançada pelo prof Jose Carlos Nicacio, foi construído um site para as narrativas dos estudantes da E.E. Adrião Bernardes. Contudo, o mais significativo nesse amadurecimento do trabalho é que ele atravessou e superou o trabalho de Extensão Universitária do GeMAP, ganhou autonomia como projeto de diversos autores, das pessoas envolvidas nos coletivos que atuam no Bororé.

Depois de dois anos de preparação e desenvolvimento, colocamos no ar o website que torna acessível a todo o mundo como os adolescentes da Ilha apresentam seu modo de vida e a herança de gerações que construíram o território. O site é só a primeira porta de um projeto que se propõem várias frentes de atuação: educação pelo território, memorial aberto, núcleo museográfico e sustentabilidade ambiental e econômica.s, no objetivo de formação de mapas temáticos.

Galeria

2020 – 2021
Ilha do Bororé, São Paulo
Parcerias
E.E. Prof. Adrião Bernardes
Casa Ecoativa

Equipe

Coordenação
Jorge Bassani (GeMAP – FAUUSP)
José Carlos Nicácio (E.E. Prof. Adrião Bernardes)
Jaison Pongeluppi (Casa Ecoativa)
Bolsistas
Eliza Mirele Gomes Lima
Ester Marilia Cunha da Cruz
Thiago Vital do Carmo
Jéssica de Souza Zampier
Lucas Jorge Martins Dorta Goes Rahyn
Mariana Ferrari Russo
Luma Santos de Oliveira
Ligia dos Santos Lima

Publicações

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