Dois anos após ser formado como grupo de estudos territoriais por meio de mapas, o GeMAP entendeu claramente que só alcançaria profundidade em seus estudos se os mapas fossem construídos com os habitantes do território. Só desta maneira chegaríamos às dinâmicas dos usos, cultura e códigos que o constituem. Tal entendimento resulta das bases teóricas definidas pelo grupo naquele momento (Raffestin, Deleuze & Guattari, Milton Santos, entre outros), olhar de fora e de cima não contemplava suas camadas mais profundas, e mesmo imateriais, simplesmente reproduziam a cartografia institucional com outras linguagens gráficas, este entendimento impunha outras metodologias e estratégias de trabalho.

A extensão universitária se mostrou o meio mais eficiente para estruturar pesquisas no sentido de praticar e avaliar estes métodos e estratégias. Assim foi criado o projeto Mapografias de São Paulo: Construção de mapas da cidade por estudantes de segundo grau da rede pública. Seu principal objetivo era estudar e compreender os processos de territorialização de jovens estudantes em diferentes geografias de São Paulo. 

O projeto foi inscrito no programa da Pró-reitoria de Cultura e Extensão da USP, ‘Aprender com cultura e extensão” para ser colocado em prática com estudantes da rede pública e participação de graduandos da USP, adequando-se perfeitamente ao programa. Entre agosto de 2012 a julho de 2013 foi realizada a primeira edição do projeto na E.E. São Paulo, localizada no Parque D. Pedro II, centro de São Paulo

O programa da USP fornecia bolsistas da graduação para execução do projeto que, em conjunto com o grupo de GeMAP desenvolveram métodos de investigação da cidade com jovens da escola pública. O “Aprender” possibilitou um trabalho por um ano, de forma que pudemos alinhavar um cronograma de atividades de pesquisas preliminares à edição da produção na escola.

O processo no Colégio São Paulo (como é popularmente conhecida a tradicional escola da cidade) se deu duas apresentações para as turmas dos períodos da manhã e tarde, seguidas de seis oficinas semanais com 34 estudantes inscritos na atividade, As oficnas propuseram a produção mapográfica como forma de compreensão do ambiente dos estudantes.  Nelas o Pque Dom Pedro tornou-se lugar de estudo: primeiro, foi apresentado nas suas dimensões histórico-geográficas, depois foi realizada uma deriva guiada pelos estudantes secundaristas, experiência mapeada por eles no quarto e quinto encontro. As temáticas apresentadas nos mapas variaram das condições físicas e edificadas do parque ao seu potencial lúdico.

As atividades no programa de Cultura e Extensão foram bastante intensas no sentido de direcionar os trabalhos do GeMAP. A partir das experiências no Colégio São Paulo, o Grupo passou a sistematizar e aperfeiçoar metodologias de trabalho, especialmente aquelas advindas de práticas extensionistas, e definiu muito do trabalho do GeMAP dali para frente.

2012 – 2013
Parque Dom Pedro II – Centro
Parcerias
EE de São Paulo



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